//O que falta para o cartão de transporte se tornar unanimidade?

O que falta para o cartão de transporte se tornar unanimidade?

O cartão de transporte não é exatamente uma novidade, mas ainda precisa ganhar mais espaço no cotidiano dos clientes do setor. Mais prático, simples e seguro do que pagar as tarifas com dinheiro “vivo”, o sistema de bilhetagem eletrônica, que surgiu nos anos 1990, agrega tecnologia e desenvolvimento à mobilidade urbana, trazendo benefícios para todos aqueles que estão envolvidos com o transporte.

Os clientes ganham porque o embarque com cartão é mais rápido, não tem contagem de troco, nem moedas. Consequentemente, as viagens ficam mais rápidas, pois as paradas em cada ponto são menos demoradas. Com o cartão também é mais fácil programar o orçamento destinado às viagens de todo um mês e, em muitas cidades, a ferramenta possibilita descontos em passagens cumulativas (um cliente que pega dois ônibus no mesmo dia, por exemplo, pagaria um valor menor na segunda tarifa). Achou muito? Pois o cartão também possibilita a integração de modais diferentes, como metrô.

A praticidade também beneficia os gestores do transporte, substituindo o papel-moeda que circula nos coletivos por créditos eletrônicos, além de fornecer melhores informações sobre horários e hábitos dos clientes.

Com tantos benefícios, porque ainda existem clientes que não aderiram ao cartão? A resposta não é simples, mas alguns fatores justificam essa realidade:

– A dificuldade em encontrar pontos de venda e recarga de créditos;

– A funcionalidade limitada de plataformas online para consulta de saldo e realização recargas;

– A baixa adesão das empresas do setor às plataformas online.

Tudo isso pode justificar o fato de o cartão ainda não ser uma UNANIMIDADE. Sim, a visão a ser projetada por quem pensa o transporte é a de ninguém mais utilizar dinheiro nas viagens em um futuro próximo.

Para construir essa realidade sem papel-moeda, é necessário criar espaço para mudanças e inovações. Investir em tecnologia, investir em inovação, investir na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE. Essa é a resposta para integrar os avanços do setor e construir um impacto positivo na vida de todos.

Artigo publicado no Linkedin de Túlio Lessa, sócio-fundador da Ecobonuz. Clique aqui para ver o post original.